EDITORIAIS - ARQUIVO 4

- publicados anteriormente (ao atual).


NOSSA HOMENAGEM

 

REJUVENESCIMENTO

 

FELICIDADE

 

PREGUIÇA

 

CALOR

 

CONSTRUIR

 

VERDADE CONGELANTE

 

SONHO E REALIDADE

 

MOTIVAÇÃO

EDITORIAIS - ARQUIVO 3

ORGULHO

 

NATUREZA

EDITORIAIS - ARQUIVO 2

FÓRMULA TRICÔ

 

UM BOM LUCRO

EDITORIAIS - ARQUIVO-1

A FORÇA

 

CRISE

EDITORIAL ATUAL


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NOSSA HOMENAGEM


É muito comum que as pessoas se assustem quando uma atividade ou equipamento tenha excesso de recursos. Computadores sofisticados (quando mal sabemos usar o e-mail), telefones cheios de tecnologia (quando queremos apenas poder telefonar), automóveis que até falam (quando queremos apenas mobilidade segura), microondas cheios de ajustes (quando precisamos apenas das teclas DESCONGELAR e +1 MINUTO), etc.
Quando as máquinas de tricô eletrônicas, computadorizadas, surgiram, cheias de recursos e possibilidades, encontraram um mercado que não precisava de tanto. As tricoteiras queriam, e ainda querem, apenas tricotar. Tanto que as máquinas de tricô domésticas, ainda produzidas no mundo, são destinadas justamente a quem quer desfrutar do prazer de criar, de tricotar com arte, simplicidade, resultados. Resultados que não precisam ser necessariamente financeiros: um bom resultado é uma roupa prática, simples, bonita, elegante, gostosa, que alegre a quem vai usá-la, que acarinhe e aqueça a quem queremos proteger. A qualquer tempo o resultado financeiro é interessante, sim, e tricotar como forma de obter uma renda adicional é mais um grande motivo para que o tricô seja prático, simples, fácil.

Assim pensamos o tricô; e é nesse sentido que focamos o nosso trabalho. A tricoteira que tenha a mais simples das máquinas tem todo o direito de poder tricotar com prazer, com criatividade, com resultados ótimos. Não é o fato de uma máquina de tricô não trabalhar com cartelas que fará uma tricoteira produzir roupas menos elegantes/bonitas/práticas ou bem feitas. Tudo está no conhecimento das técnicas, no amor com que o tricô é feito e na criatividade.

Foi pensando nas tricoteiras que usam máquinas simples, nas que usam máquinas antigas, nas que usam máquinas novas mas não tenham frontura e até nas que tem "tudo" (máquina, frontura, carro de verão, etc) mas querem leveza e simplicidade, que planejamos uma PRIMAVERA que use um tricô prático, fácil e bonito. A partir de modelagens básicas, sem o uso de frontura ou de cartelas, muito menos de carro de verão, pensamos no que a moda pede: cintura alta, fresta de pele à mostra (acima da cintura), fendas, shorts, bermudas, vestidos e saias comportadas. Técnicas, modelagens e roupas que ensinamos, é claro. Mas o que mais vale aqui, para inspirar a todas as tricoteiras que gostam ou precisam usar recursos básicos, é mostrar que se pode, a partir de uma modelagem básica, criar peças diferentes, adaptadas ao dia a dia.

Podemos dizer, portanto, que esta é uma homenagem às tricoteiras que batalham sobre máquinas sem muitos recursos, sobre montanhas de vontade e abismos de dificuldades. Nós partilhamos do desafio imposto pela limitação da máquina, do gasto em fio, do tempo curto que pede acabamentos práticos e rápidos. Verão pede malha leve, produzir roupas de verão básicas e úteis, bonitas e práticas, simples e até charmosas.

É verdade que muitas máquinas tem recursos ótimos mas raríssimas tricoteiras fazem uso pleno desses recursos. Não que isso seja difícil, mas na verdade, pensando do ponto de vista comercial (vender tricô), do produtivo (mão de obra durante a confecção, trabalho de acabamento) e do custo básico (consumo de fio), muitos desses recursos são dispensáveis.

Portanto, seja lá que máquina de tricô você tiver, mesmo que ela permita tecer apenas o ponto básico da máquina (ponto meia, que chamamos também de LISO), você pode fazer roupas práticas, diferentes, deliciosamente fresquinhas, exclusivas. Tricote. O tricô é instrumento de realização, de prazer, de criatividade, de admiração, de aperfeiçoamento.

Primavera/2011

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REJUVENESCIMENTO


Quando o tricô nasceu, e lá se vão alguns séculos, era uma obrigação das esposas que, com ele, protegiam seus maridos nas grandes missões de pesca em mares gelados,  em caçadas nas regiões mais-que-frias e na agricultura em locais altos, de ventanias congelantes. E as esposas, também mães, protegiam seus rebentos e todos que formavam a família pois disso dependia o sucesso da economia doméstica: filhos ajudam na colheita, na pescaria, etc.

E as mães viraram avós que foram ensinando as novas gerações; essas aperfeiçoavam  as técnicas mas sempre coube a elas a tarefa de vestir e agasalhar a família.

Disso surgiu a idéia de que o tricô era coisa de mulher, de mães, de avós. Os tempos mudaram mas a modernidade não chegou à mente dos que não se livraram do preconceito môfo (pré conceito) e continuaram a olhar o tricô como atividade própria da maturidade e da terceira idade. Até hoje vemos na TV (especialmente aos domingos...), comentários, em tom gozador, que usam chavões do tipo "já na idade de fazer tricô" ou "fica em casa fazendo tricô", etc.
Algumas matérias da imprensa ressaltam a vitalidade de algumas idosas que "já não ficam mais fazendo tricô" e vão aprender informática, por exemplo. Tudo isso demonstra quão antigas e desinformadas são essas pessoas com relação a uma atividade, e uma arte, de enorme amplitude comercial e social. Como se as tricoteiras de hoje não fossem ótimas micreiras, profissionais competentíssimas (médicas, advogadas, engenheiras, juízas, mães, operárias, jornalistas, etc) e jovens conscientes que estudam e buscam seu lugar ao sol em todas as áreas.

Mas o tempo é senhor da verdade, sempre. Num movimento mundial que ganhou força com a adesão de celebridades da arte, da música, do cinema, etc., e a força de milhões de tricoteiras espalhadas pelo planeta, o tricô rejuvenesceu: os jovens, e cada vez mais jovens, estão entendendo que a criatividade precisa ser alimentada e trabalhada; e que um ótimo método para isso é justamente o tricô. Sim, o tricô manual que seja, mas tricô é arte em todas as suas formas artesanais. Quem faz do tricô à máquina uma forma de criar, buscar a exclusividade, o diferente ou o único, exerce o lado inteligente dessa atividade. A grande maioria são mulheres, mas também existem homens que amam a técnica.  FINA ESTAMPA, a nova novela Global, vai trazer uma mulher exercendo atividades que, como diriam os preconceituosos da vida, são para mãos fortes e viris. E daí? Homem pode fazer tricô e mulher pode trocar pneu, sim; e isso independe da idade ou do sexo; depende de dom, de saber, de fazer com prazer. Está aí uma nova geração se apaixonando pelo tricô e calando os preconceituosos (clique e leia a notícia do jornal Folha de São Paulo): Fazer tricô é a nova mania em São Paulo .

Aos jovens digo que sim, tricotem pelo motivo que lhes parecer mais atraente: prazer, relax, criatividade, distração, etc.
Às pessoas maduras digo que tricotem, sim, pelos mesmos motivos +  se sentir útil, capaz, agasalhar a família, os amigos, ganhar um dinheirinho a mais, etc.

Quem ainda acha que o tricô continua coisa da terceira idade, precisa se reciclar urgentemente para não sair aos quatro ventos, e na televisão, dizendo bobagens preconceituosas, incorretas e tão antiquadas. Aliás, uma pena que essas pessoas tenham tanta dificuldade para modernizar o pensamento. O tricô já rejuvenesceu, está aí nas mãos de gente linda, alegre, jovem e inteligente.

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FELICIDADE


A idéia de que não vivemos sem sonhos, objetivos e desejos, é verdadeira. E existe algo que une fortemente esses 3 itens: a busca pela felicidade. Sonhamos ser felizes, fazemos tudo para isso, desejamos ardentemente a felicidade plena.

Assim é o tricô nosso de cada dia: sonhamos produzir roupas lindas, objetivamos fazer "de tudo" na máquina e desejamos vender bem, ter total realização nessa atividade.

Tanto no tricô como na vida, é preciso planejamento, dedicação e persistência para que nossas ações causem o sucesso e a realização dos nossos objetivos. Aprender é a palavra chave para isso: aprendemos a falar, a andar, a comer, a ler, a escrever, a amar, a obedecer, a comandar, a partilhar, a tricotar. Sem aprender não conquistamos, não adquirimos, não realizamos nada. Aprender envolve vontade, querer, buscar. Professoras exercem técnicas para estimular a vontade de aprender das crianças; os jovens querem boas oportunidades e buscam se aperfeiçoar, melhorar e progredir nos estudos. E o tricô? Queremos saber, nos aperfeiçoar e progredir nessa atividade; por que algumas pessoas acham que receber pedaços de conhecimento, sobras da experiência alheia ou meias palavras de "bondade" de conhecidas do ramo hão de construir o prazer de fazermos roupas impecáveis, daquelas que satisfazem nossos sonhos? Por acaso existe a "meia felicidade"? E quem há de querer um "meio médico" no momento da dor? E quem acredita que esteja "meio grávida"?

O tricô à máquina é fonte de satisfação pessoal das mais estimulantes. Incomparável é a alegria de vermos uma roupa pronta, equivalente às dos nossos sonhos, saída da nossa criatividade, das nossas mãos, do nosso conhecimento. É felicidade da mais pura vestirmos desse carinho os nossos filhos, netos, amigos e, claro, as clientes satisfeitas. É compensador sabermos que o lucro do nosso trabalho resultou da satisfação com que nossas clientes sairam usando o que tecemos. Enche a alma de alegria o comentário da filha, do marido, do neto, da amiga ou da cliente "que blusa linda!''. Realização, alegria, felicidade.

Você sonha fazer um tricô bonito, objetiva ter lucro com ele, deseja ser uma grande tricoteira? Una esses 3 itens e saia em busca do conhecimento. Fazer tricô com bom conhecimento (seja onde for que o adquira) é motivo de realização, de orgulho, de reconhecimento e de uma felicidade pessoal que talvez só as pessoas que amam o tricô, e sabem fazê-lo, conseguem definir.
Não pense que o sucesso cai no colo de quem não se prepara para ele. Não pense que um sapo vira príncipe e não imagine que sua máquina de tricô tem um botão mágico para que a roupa saia pronta, linda e igual a das vitrines. Prepare-se para tornar o seu tricô fonte de alegria e de sucesso. Preparar-se para a vida ou para o tricô significa estudar, pesquisar, aprender, exercitar, vencer seus medos, esclarecer dúvidas, saber. É assim, e só assim, que conseguiremos, na vida e no tricô, realizar nossos sonhos, objetivos e desejos de felicidade.

 

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PREGUIÇA


É motivo de frequentes brincadeiras o "horror" que a segunda feira causa a quem trabalha fora. Não é menos impactante o "fim das férias": depois de 30 deliciosos dias, retomar obrigações sempre desgosta. Seja como for, demoramos algum tempo até entrarmos no pique, na rotina, no ritmo que o dia a dia exige. Até os atletas custam a entrar em forma após longos períodos de folga. Atividades como fisioterapia, por exemplo, existem para que nosso corpo volte a responder bem após maiores períodos de inatividade (seja por que motivo for).

Após as férias de Janeiro que, algumas vezes, se estende um pouco mais que isso, é normal que nós, as tricoteiras, custemos um pouco a "pegar o ritmo" do tricô.

Tricoteiras plenas, completas, prontas, que já começam em Fevereiro suas atividades, costumam enfrentar um período inicial carente de criatividade. "Não consigo combinar preto com branco" queixam-se algumas. Por que tanta falta de idéias?
Algumas pensam que o frio vá demorar, outras acham que "dá tempo" e muitas iniciantes acreditam que, se começarem lá por Abril (seja a tricotar ou a aprender) vai ser ótimo. O estoque de desculpas para deixar tudo para a última hora é imenso; como se aprender, produzir, criar um mercado e vender fosse rápido como mágica.

Precisamos esquecer a preguiça e dar a largada o quanto antes. Porque precisamos sempre prever um período para fisioterapia... da criatividade. Se você tricota ou quer tricotar para obter alguma renda, precisa, necessita, TEM QUE iniciar ainda durante o calor; é preciso dar tempo para que o cérebro imponha exercícios à criatividade. Geralmente esse período, de 3 ou 4 dias (1 semana no máximo), resulta num turbilhão de idéias, anotações, planejamento. Durante esse período as revistas, por exemplo, ajudam muito a fazer ressurgir o espírito criativo que o cérebro guarda no cofre do conhecimento.

As tricoteiras que costumam manter-se o ano todo ativas, produzindo inverno e verão, costumam ter menos problemas com os períodos pós-férias. Isso se comprende porque estão sempre vendo a moda, as vitrines, etc., com os olhos de quem pesquisa idéias, tendências, cores.
As tricoteiras que sabem tricô e conhecem bem as técnicas possíveis na sua máquina, também se adaptam mais rapidamente. Novas tendências lhes servem de imediata inspiração e costumam criar logo sua própria "coleção" - e criar é seu estímulo, seu desafio, seu motivo.

A doce preguicinha das férias precisa ser substituida pela pesquisa (de moda, cores, estilos, etc). Essa substituição acaba por eliminar o período de "branco" na criatividade. E a retomada do trabalho se dá com total ânimo, vontade de produzir novidades, ímpeto para novas ousadias criativas.

Quanto antes você iniciar, antes terá peças novas, lindas, interessantes, que se transformarão em lucro assim que as primeiras brisas outonais resfriarem nossas noites. O SEU lucro depende, portanto, de exercitar sua criatividade, aquecer seu ânimo, abastecer seu conhecimento e abandonar toda e qualquer gostosa preguiça...

Fevereiro/2011

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CALOR


No mundo das passarelas é comum ouvir-se que uma modelo "de verdade" jamais reclama que o sapato está apertado; caminha com a leveza costumeira, sem perder a elegância por um segundo.

Ainda bem que existem modelos e tricoteiras e que as duas coisas sejam tão... diferentes. Jamais suportaria um sapato que sequer insinuasse machucar ou atrapalhar o andar. Você usaria? Algumas coisas, por menos elegantes que pareçam, precisam ser adotadas por uma questão de bom senso. Para outras, o bom senso precisa ser aprendido, mesmo em se tratando de moda.

Não é a primeira vez que comentamos a respeito, mas o tricô, é, sim e sim, perfeitamente adequado ao verão. Fios fabricados para amenizar o calor, modelagem soltinha, bom gosto e criatividade fazem do tricô de verão o que ele é: moda, beleza, elegância. O tricô rendado está com tudo, o crochê também (é verdade!) e isso está colaborando muito para derrubar a crença, antiga e obsoleta, de que o tricô "é muito quente". Lembrando que temos fios de verão fantásticos, agradáveis, maleáveis, gostosíssimos.

A partir de agora, preste atenção, não aceite JAMAIS que alguém volte a se referir ao seu tricô com qualquer insinuação, por mínima que seja, de que é quente para ser usado no verão. O bom senso diz que não, a moda diz que não, a prática diz que não, as pessoas estão mostrando que não.

Os fatos: estão entrando na moda as roupas de NEOPRENE, este tecido usado por surfistas. Surfwear, moda fashion, novidade. Que inocentam nosso amado tricô, que levam o rendado e o crochê à sua verdadeira posição no contexto da praticidade e que destacam a leveza e o frescor que essas peças oferecem.

Senhoras tricoteiras, neoprene é um tecido forte, duro, emborrachado (inclusive só deve ser usado por magras, porque cria um certo volume). Não se precisa dizer que as roupas dessa onda que vem ouriçando a galera fashion (pessoas que gostam de fazer a diferença no visual das ruas) que está sendo usada nas baladas, é quentíssima, uma verdadeira sauna privativa. Body de neoprene, blusinhas em neoprene, saias em neoprene. Imaginem, pensem, meditem.

O Jornal HOJE (Globo), mostrou essa moda sendo testada nas ruas. E, acreditem, tem quem adorou a idéia.

O tricô de verão NÃO É QUENTE. Naturalmente você não tecerá vestidos com as mangas compridas, não tecerá blusas emborrachadas ou shorts forrados. O tricô precisa ser aproveitado na sua leveza, na porosidade que os pontos têm (todo ponto que a sua máquina de tricô tece fica com um furinho no centro e por ele há troca de temperatura entre o corpo e o ambiente); sem falarmos do rendado... ah, tão lindo, tão romântico, tão sensual, tão fresquinho!

É preciso saber tirar proveito da malha muito mais suave do que a de inverno; é preciso usar essa malha em roupas de caimento solto, gracioso, feminino. Ou se prefere a dureza do neoprene, a falta de ventilação do tecido emborrachado, a falta de feminilidade de roupas duras onde até o movimento natural do corpo parece prejudicado. Não duvidaria que possa "assar" nos pontos de atrito com a pele.

Maravilhoso tricô de verão! E que JAMAIS aceitemos (nós, as tricoteiras) argumentos tão antigos, tão infundados, tão mentirosos mesmo, sobre o calor que o tricô não acentua. A quem persistir nesse argumento antiquado sugerimos roupas belíssimas e atuais... de neoprene!

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CONSTRUIR


Por mais que saibamos, ou que nos façam crer, que o aquecimento global possa ser uma verdade irremediável, o inverno teima em provar que não podemos viver sem o gostoso carinho e a essencial proteção do tricô de inverno.
O tricô, como temos visto em centenas de editoriais de moda, não sai das passarelas, das mais sofisticadas coleções mundiais, das vitrines e da nossa vida.

Essas mesmas passarelas, os mais famosos estilistas e todos que conhecem tricô na sua verdadeira utilidade, fazem dele uma excelente opção de verão. Tanto e tanto que para este próximo verão, o de 2011, até o crochê aparece forte para ser usado no dia a dia das ruas sobre vestidos, blusões, shorts. O SEU tricô rendado, belíssimo, nem precisa de sobreposição: ele pode ser a roupa, a beleza, a leveza, o frescor que a pele precisa. Sim, tricô a máquina É frescor se você souber unir um bom fio de verão a uma malha aberta, que ventile a pele, que permita a troca de temperatura rápida entre ela e o ar ambiente.
O tricô rendado é belíssimo. É sedutor, sensual, insinuador e elegante. É o lado artístico que a sua máquina pode fazer ou que você pode fazer na sua máquina; é a delicadeza que encanta e deixa uma roupa irresistível.

O tricô rendado TODAS as máquinas de tricô podem fazer. Tendo ou não o carro de verão. Elas só precisam de uma tricoteira decidida, criativa e habilitada. A moda precisa que você, tricoteira, se decida a fazer.... moda. Precisa que você faça um tricô moderno (esqueça os conceitos antigos que ligavam o tricô exclusivamente ao frio), precisa que você simplesmente se informe, veja o que se passa pelas tendências de moda. Está aí, na rua, nas vitrines; transpira por todos os poros da moda um tricô bonito, charmoso, prático e útil.

Se você acabou de comprar uma máquina de tricô, planeje imediatamente aprender, e fazer, tricô de verão. Este é o momento de construir uma carreira plena, que atenda verão e inverno; este é o momento ideal para você saber, e praticar, o pleno aproveitando das capacidades...
... da máquina de tricô (que é perfeita para produzirmos roupas belíssimas, de verão),
... do mercado (que vai usar as roupas tricotadas),
... da maravilhosa matéria prima disponível (fios excelentes para o verão).

Construir é a palavra: fazer crescer o seu conhecimento, a sua criatividade, as suas possibilidades, o seu mercado, o seu conceito, o seu produto. Tricotar para o verão é desfrutar de novas texturas, de modelagens diferentes, de novas possibilidades, de novos mercados. Esta é a hora de aprender e praticar tudo isso.

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VERDADE CONGELANTE


Desde o início dos tempos existem as pessoas que vivem enganando e as que vivem sendo enganadas. As que mentem, as que acreditam. As que se convencem e as que não se deixam convencer.
O inverno está aí, frio, congelante, impiedoso. O frio EXISTE! Este que você sente, sentem também todas as crianças, todos os idosos, todas as pessoas que trabalham fora, todos os bebês. É o mesmo frio que sente o seu marido, ou a sua esposa, os seus filhos e, se os tiver, os seus netos.

Tricô é muito mais do que apenas uma roupa. É o aconchego materializado para todos os que você ama, MESMO que você receba, em troca, algum tipo de pagamento. Isso não fará você tecer a roupa do seu sobrinho com menor carinho e cuidado. As roupas da sua filha, do seu genro, não serão menos cuidadas e caprichadas se eles as estiverem comprando de você.

Tricotar por puro deleite, produzir roupas únicas para os seus, é uma economia brutal. Sim, uma economia de dinheiro mesmo, porque você pode tricotar conjuntos únicos, desses que não se consegue em loja NENHUMA. Pode ser um simples "polainas, luvas e cachecol". Imagine abrigos (calça comprida e blusão) mais um gorro, uma gostosa meia e mitenes (luvas sem dedos). Lembre-se que crianças precisam estar agasalhadas, protegidas, quentinhas. Da mesma forma todos os adultos, é claro; todos precisamos de roupas quentes, práticas, gostosas.

Tricotar por profissão, produzir roupas únicas e lucrar com isso, é normal para uma tricoteira segura, que conheça o que faz, que saiba fazer. O lucro é o salário que podemos ter pelo capricho e pela criatividade que adicionarmos a cada peça tecida. Lucro é o que devemos planejar sem concorrer com a fartura de peças iguais e sem gosto que povoam vitrines e araras. TODAS as mulheres gostam de roupas únicas, diferentes. O ser humano prima pelo diferente; por isso a moda, por isso as constantes inovações de estilo, comprimentos, cores, etc.. E o seu tricô tem mais agilidade, mais rapidez em realizar as novidades (as fábricas levam meses para renovar suas coleções).

O tricô sempre é bem aceito. É a trama mais constante na história da moda; é o aconchego que o inverno pede, é a praticidade que o verão requer.

Não se deixe enganar pelo "inverno que não vem", pelo calor eterno, cho e pelaMeias-calça de lã são um ótimo produto para jovens que gostem de curtir uma minisaia, um vestido ou, no auge do frio, usá-la por baixo de calças compridas (inclusive as de uniforme escolar). “Não vou tecer uma blusa e receber só R$ 40,00”.

Em que planeta vivem? Que noção de custos e de lucros tem essas pessoas?  
Considerando o custo do fio (principalmente), receber R$ 40,00 e ter gasto apenas R$ 7,00 em fio não permite que se diga que não vale a pena produzir a roupa.
Ninguém vive de vender um único cafezinho a R$ 2,50 ou uma só blusa a R$ 40,00. É preciso gerar movimento, fazer o melhor cafezinho para atrair clientes; é preciso fazer o seu tricô agradar, ser mais que bonito: deve ser diferente, bom, atraente.

O diferente é uma das chaves do sucesso. E só se poder fazer um trabalho diferente se conhecermos bem o que fazemos, se soubermos fazer mais do que apenas tecer. É preciso criar detalhes diferentes, acabamentos inusitados, combinações de cores e de técnica... diferentes. As pessoas querem roupas únicas, especiais, lindas.  Ou o que não existe em “outro lugar” como pijamas e ceroulas em lã, meias calça personalizadas, fuzôs diferenciadas (com tranças, canelados especiais, rendado) mas em lã.  Ou peças com bordados especiais (pedras, tachas, lantejoulas, lurex, vidrilhos).

A máquina fechada não vai gerar lucro nem de uma, nem de 20 blusas. Muito menos o de 40, 50,  60 ou 80 peças vendidas. Muito menos ainda o prazer de roupas especiais feitas para você e para os seus.
Caia na real. Tricotar é lucrativo sim, vale a pena vender por preços competitivos, vale a pena um tricô criativo, diferente, caprichado. O mercado tem dono sim; ele sempre será  justamente desses, dos que sabem fazer aquilo que o mercado gosta ou precisa. Dão, ao que ganham, a real importância que todo lucro merece.

Você pode, e deve, ser uma dessas pessoas.

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SONHO E REALIDADE


Há uma tendência natural a sermos, todos, sonhadores. A riqueza faz parte dos sonhos, estimulada no dia a dia pela publicidade, pela loteria, pelos inúmeros sorteios que proliferam em anúncios de TV.
Pode-se não saber como ganhar (muito dinheiro), mas certamente todos somos especialistas em gastar. Nossos sonhos, alimentados pela beleza das paisagens longínquas, já nos remete a locais paradisíacos quando pensamos em liberdade de gastos.
Isso é bom, mas pode trazer uma noção equivocada do que vale a pena fazer e ganhar. Enquanto uns olham até com certa piedade a quem sobreviva de vender cafezinhos a R$ 2,50 cada, outros, justamente os que vivem de pequenos lucros, vivem bem e realizam pequenos grandes sonhos: a escola dos filhos, a casa própria, etc..
Há quem tenha atividades onde poderiam receber R$ 20,00 ou R$ 30,00 ou R$ 50,00 por cada produto ou serviço mas acham que isso não é remuneração para “uma pessoa como eu”. Como acabam não fazendo nada (porque não encontram uma atividade à sua altura), ficam sem remuneração alguma. Acontece muito... no tricô!

Acredite: é MUITO COMUM encontrar mulheres cuja máquina de tricô não lhes dá renda alguma; e não é porque não queiram ou não precisem.
“Não vou trabalhar para vender um par de meias por R$ 12,00”.
“Não vou tecer uma blusa e receber só R$ 40,00”.

Em que planeta vivem? Que noção de custos e de lucros tem essas pessoas?  
Considerando o custo do fio (principalmente), receber R$ 40,00 e ter gasto apenas R$ 7,00 em fio não permite que se diga que não vale a pena produzir a roupa.
Ninguém vive de vender um único cafezinho a R$ 2,50 ou uma só blusa a R$ 40,00. É preciso gerar movimento, fazer o melhor cafezinho para atrair clientes; é preciso fazer o seu tricô agradar, ser mais que bonito: deve ser diferente, bom, atraente.

O diferente é uma das chaves do sucesso. E só se poder fazer um trabalho diferente se conhecermos bem o que fazemos, se soubermos fazer mais do que apenas tecer. É preciso criar detalhes diferentes, acabamentos inusitados, combinações de cores e de técnica... diferentes. As pessoas querem roupas únicas, especiais, lindas.  Ou o que não existe em “outro lugar” como pijamas e ceroulas em lã, meias calça personalizadas, fuzôs diferenciadas (com tranças, canelados especiais, rendado) mas em lã.  Ou peças com bordados especiais (pedras, tachas, lantejoulas, lurex, vidrilhos).

A máquina fechada não vai gerar lucro nem de uma, nem de 20 blusas. Muito menos o de 40, 50,  60 ou 80 peças vendidas. Muito menos ainda o prazer de roupas especiais feitas para você e para os seus.
Caia na real. Tricotar é lucrativo sim, vale a pena vender por preços competitivos, vale a pena um tricô criativo, diferente, caprichado. O mercado tem dono sim; ele sempre será  justamente desses, dos que sabem fazer aquilo que o mercado gosta ou precisa. Dão, ao que ganham, a real importância que todo lucro merece.

Você pode, e deve, ser uma dessas pessoas.

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MOTIVAÇÃO


Qualquer atitude que tomemos no dia a dia das nossas vidas requer estímulo, desejo, necessidade ou vontade.
Até momentos prazeirosos, como uma viagem, um passeio ou uma festa, precisam de grandes motivos. Por exemplo: aproveitar as férias, feriados, aniversários ou datas comemorativas (Natal, Ano Novo, Páscoa, Carnaval, etc).

Se falarmos em trabalho, alguns dirão que o exercem por necessidade; outros que "a sobrevivência obriga" ou que trabalham porque "todo mundo trabalha"; mas alguns dirão que trabalham porque gostam, porque fazem o que os realiza. Estas pessoas, olhe bem, são as que se destacam, as que chamam a atenção pelo que fazem, as que atingem o sucesso.

Isso se aplica a qualquer atividade; e isso inclui..... as tricoteiras. Não aquelas que simplesmente possuem uma máquina (debaixo da cama ou em cima do armário); não aquelas que só são tricoteiras em Junho/Julho/Agosto; não aquelas que se sentem forçadas a tricotar porque ganharam a máquina de presente e não se identificaram com ela.

Inclui, sim, a tricoteira que desejou, sonhou com a máquina (algumas durante anos e anos); inclui aquela que a ganhou inesperadamente e descobriu uma nova alegria, uma vitória a conquistar. Inclui aquela cujo olhar brilha de satisfação ante cada nova roupa saída do seu sonho, da sua criatividade e do seu trabalho. Inclui aquela tricoteira que faz do tricô a máquina uma ferramenta para realizar objetivos, metas, sonhos.

É a motivação que faz cada qual realizar suas atividades com maior ou menor prazer; com maior ou menor perfeição; com maior ou menor... sucesso. A diferença entre maior ou menor só depende do tipo de motivação: se negativa, encaixotamos a máquina, desistimos do sonho, nos aceitamos incapazes de entendê-la, conhecê-la, usá-la.
A motivação positiva move nossa decisão em aceitar os desafios, em acreditar que podemos vencê-los, em aceitar que precisamos aprender muito, em entender que precisamos de dedicação e tempo, em treinar e treinar para adquirirmos agilidade, técnica, habilidade e em persistir na tentativa de tricotarmos sempre melhor.

Você pode tricotar apenas para sua família e se realizar plenamente nisso. O prazer do tricô, a alegria de vestir a família, enfeitar a casa, usar roupas feitas por você mesma, é uma grande motivação.
Você pode ser tão e tão criativa que vestir a família será pouco; e você vai ser realizar vendendo aqui e ali suas obras de carinho e se orgulhando muito ao vê-las vestidas em vizinhas ou amigas.
Você pode fazer da alegria de produzir roupas únicas e lindas uma grande motivação para ter sua própria renda. E o tricô, que será então seu trabalho, será exercido com a satisfação íntima de quem faz aquilo que gosta, aquilo que a realiza.

Tricoteira não é, pois, aquela que faz do tricô uma eventualidade; é aquela que o faz com alma, com determinação, com conhecimento e com tudo isso junto. A motivação é, portanto, a base e a razão do sucesso.

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ORGULHO


Todos os anos, há tantos e tantos passados, nesta época nos preparamos para sugerir, a quem ame o tricô a máquina, idéias, dicas, cores e roupas que possam ser tecidas para a primavera/verão. Especialmente para mostrar, e provar, que o tricô é perfeitamente adequado, viável e lindíssimo também para o calor.
A moda, e a necessidade de roupas práticas e diferenciadas, fez nascer até grifes, marcas e etiquetas que desfilam tricô para nosso verão tropical. O Fashion Rio e o São Paulo Fashion Week, as duas passarelas de maior expressão da moda brasileira, são a prova mais retumbante disso. É indiscutível que o tricô de verão é uma realidade da moda.

Há muito tempo que temos investido na divulgação dessa verdade. Porque a tricoteira doméstica, parte integrante e importantíssima do mundo que produz a moda, precisou se reciclar, se adaptar, refazer conceitos e conhecimentos para participar desse mercado COM lucro.

Para quem apenas conhecia a textura e o mercado regido pelo frio, foi um desafio adaptar-se a uma malha delicada, mais maleável e suave, de caimento e comportamento diferentes. Mas muitas e muitas tricoteiras aceitaram a idéia, ousaram, arriscaram e venceram!

Nos enchem de orgulho especialmente as alunas que venceram esse desafio. Mais do que saber, criar e fazer um belíssimo tricô de verão, conquistaram o seu mercado e provaram, a si e às suas clientes, que tricô é conforto, é frescor, é moda, é agradável, é prático e é gostoso de usar também no verão.

Nossa primavera/verão é de todas essas alunas, de Belém a Porto Alegre. Nossa homenagem ao tricô de verão de todas está representada na divulgação do belíssimo trabalho da carioca Suely Araújo de Santana, da paulista Tânia Machado Rodrigues Zangelmi, das catarinenses Izabella Bonatti e Sueli Scharf da Costa. As imagens do trabalho delas foram divulgadas no nosso site (home), no verão 2010.

Que o trabalho delas sirva de incentivo a quem ainda não se acredita capaz de produzir ótimas roupas de verão na máquina de tricô; que seja exemplo de que vencer este desafio é possível, necessário e gratificante.

Que seja também a expressão do nosso orgulho pela vitória de cada uma das alunas que faz do tricô de verão um fonte de realização pessoal, de criatividade, de aprimoramento do seu mercado e de melhora do seu faturamento. Se uma missão temos, a sentimos cumprida justamente na vitória delas.

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NATUREZA


Dizem que uma boa mentira é aquela que, de tão dita e repetida... vira verdade. Mas a esperteza humana não significa nada ante as forças da natureza; de Deus, da vida, do universo, do tempo. Tudo isso é "natureza" no sentido de que estão totalmente acima das nossas vontades, conhecimentos, lógica, desejos e certezas.

O frio é uma das leis da natureza que nenhum interesse pode esconder. Um fator de equilíbrio da vida e, enquanto houver verão, haverá inverno. Na linha do tempo, aqui e ali poderemos ter verões menos significativos, invernos amenos. Mas também há a outra face dessa medalha: invernos rigorosos, frios intensos, neve, geadas.
O mundo viu um inverno dos mais rigorosos (dos últimos 20 anos) no hemisfério norte. A Europa e os Estados Unidos tiveram nevascas como há anos não eram vistas. E estamos tendo picos de frio, no nosso inverno tropical, como alguns não viam há anos. Ninguém andará, nessa estação do clima, sem a proteção de uma roupa adequada. Ameno ou não, o inverno exige que estejamos capacitados a enfrentá-lo; a sobrevivência exige proteção; um pouco mais aqui, um pouco menos acolá, mas sem ela muitos não sobreviveriam.
Este é o motivo básico pelo qual o tricô de inverno jamais deixará de ser essencial à moda. Moda é um reflexo das necessidades humanas: o que podemos produzir de novo que atenda à necessidade humana num período do clima. A moda jamais poderá esquecer do tricô simplesmente porque ele é uma necessidade de todos os invernos.

Existe ainda um outro fator importante: a característica técnica. Não há textura mais adequada à manutenção da temperatura corporal do que esta que o seu tricô produz. Experimente, ao frio, utilizar apenas e exclusivamente outros tecidos: ou serão mais finos, ou grossos em excesso; ou facilitam a troca de temperatura entre o ambiente e a pele (e aí você sente frio) , ou a impedem totalmente (e aí você sua muito). O tricô tem a grande vantagem de formar uma camada homogênea e ideal entre a pele e o ar exterior; a troca de temperatura ocorre entre o ambiente e o ar presente na malha do tricô (e não diretamente com aquele que está em contato com a pele).
Quanto mais grosso o tricô, maior é a espessura da camada de ar presa por entre as fibras e penugens do fio; maior é a proteção da pele.

Por isso, uma fina camiseta por baixo de uma boa blusa de tricô, é uma proteção fantástica para um frio moderado, como habitualmente temos. Nada substitui a gostosa sensação de "carinhosamente aquecida" que o tricô causa à pele.

Sim, o frio existe, e existirá a cada inverno. O tricô é uma necessidade para a moda inverno e é a grande descoberta da moda verão, exatamente pelos mesmos motivos: a malha de tricô permite que a pele troque temperatura, receba ar, ventile. Naturalmente que os fios de verão são a grande diferença: são elaborados para permitir ainda maior ventilação, evaporação do suor, troca rápida de temperatura. A tecnologia das roupas dos atletas está presente na elaboração de tecidos e fios e isso beneficia o seu tricô a máquina, é claro.

O tricô a máquina, o SEU tricô a máquina, saído da sua criatividade, da sua arte, do seu conhecimento e da sua técnica, é e sempre será NECESSÁRIO. Está aí o inverno 2009 que não está deixando dúvida alguma nesse sentido. Está aí a moda inverno que destacou o tricô como estrela da estação.

Você, senhora tricoteira, é uma profissional do mundo da moda. As suas clientes (e as amigas, vizinhas, familiares, etc), precisam de você. O clima impõe necessidades e você faz parte da solução. A natureza é sábia!

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FÓRMULA TRICÔ


O outono se espreguiça sem pressa. O planeta muda de posição lentamente como se não quisesse nos afastar do sol. Mas a natureza, soberana absoluta da sua trajetória, faz os ares gélidos se anunciarem em sopros noturnos que já arrepiam a pele. Tudo parece no seu lugar e sabemos, todos, que o frio já "bate à porta".

Quando as fábricas nacionais já pesquisam novas coleções, muitas tricoteiras começam a preparar-se para o inverno. E salve-se quem puder! Sem estoques preparados para vender no bom momento do frio, elas largam em último lugar, atropelam-se em balcões atrás de fio, desesperam-se ao menor sol mais mal- humorado e pilotam suas máquinas com a ânsia de quem precisa vencer a corrida do inverno. Estão sempre começando depois, correndo atrás do tempo, que não vencem, que não rende, que não resulta em nada. É uma corrida sem concorrentes: têm a certeza da derrota.

Que beleza olhar as primeiras da fila, aquelas que largaram antes. São as que conhecem os caminhos, que organizam seus estoques, que estudam antes, bem antes....! Que sabem o que fazem, que sabem planejar, tecer com lógica, conhecimento, técnica! Que conhecem seus limites (de tempo, por exemplo), que conhecem o seu mercado (o que suas clientes gostam). Podem tecer antes (estoque), fazer bem feito, com capricho, com acabamento impecável, com bom gosto e carinho. Podem se dar ao luxo de bordar algumas peças diferenciadas, podem gastar algum tempo a mais em desenhos atuais e bem planejados. Essas, as que largam na frente, permanecem na frente durante todo o percurso! São as que vencem, que ganham as clientes, que ostentam o troféu do lucro!
São aquelas tricoteiras que não vendem apenas roupas para o frio, vendem moda, vendem um tricô de qualidade, bem feito, bonito, que todo mundo quer ter para quando o frio chegar.
É absolutamente diferente isso: a cliente compra porque quer estar bem vestida no frio; ela não precisa comprar porque o frio chegou e ela não tem o que usar. Essas últimas podem comprar roupas de fabricação massificada porque querem apenas se proteger do frio. A tricoteira preparada vende elegância, vende qualidade, vende charme, vende proteção às alterações do clima.

Que beleza olhar para aquelas que decidem sinceramente começar; que arregaçam as mangas com determinação e coragem, que lêem, que pesquisam a moda, que procuram qualidade, técnica; que treinam, que estudam, que questionam, que não se prendem só ao momento atual do clima; inverno teremos todos os anos. Não se atiram à perpectiva imediata da estação como quem precisa se justificar perante Deus. Tricotam para o sempre, não somente para agora.
Aprendem, estudam, treinam, se aperfeiçoam como o piloto que inicia sua carreira: kart, prática, treino, carros, mais prática e mais treinos, segundo piloto, treinamento intenso, e lá adiante a Fórmula 1, com muito treino, erros, acertos e, enfim, grandes vitórias.

É tempo de tricô, de muito tricô. Agora, amanhã, no próximo verão, em todos os invernos. Planeje sua corrida, onde quer chegar, COMO chegar. O sucesso, a realização pessoal, a satisfação, o lucro, o orgulho de fazer o tricô que você sonhou e pode fazer, formam a mais gratificante das vitórias.

Você, e só você, pode decidir onde o seu tricô vai estar, para sempre; no time das que vivem na derrota ou naquele que vai estar no mais alto degrau dessa conquista, onde estão as vencedoras da Fórmula Tricô.

Outono, 2009

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UM BOM LUCRO


O espírito humano é cheio de contradições. Todos, e isso inclui a nós, tricoteiras, queremos ter dinheiro -e quanto mais, melhor. Afinal, conforto, lazer, satisfação material, etc., dependem do dinheiro que possamos gastar com esses itens.
Quando falamos em dinheiro muitas pessoas pensam em milhões, milhares ou centenas de reais. R$ 1.000.000,00 é um sonho, R$ 1.000,00 é uma possibilidade, R$ 100,00 é uma realidade diária (especialmente quando se gasta), R$ 10,00 é.... costumeiro e R$ 1,00 muitas vezes é desprezível. Mas dinheiro é dinheiro! R$ 1,00 é a base de todos os milhões...! Geralmente esquecemos disso.

Um outro exemplo contundente é o que gastamos de sola de sapato na pesquisa dos menores juros quando financiamos uma compra qualquer. Ah, uma taxa de juros de 10% é muito melhor, é claro, do que uma de 12%. E ai daquele que ousar querer nos cobrar 20 ou 30%, correto?

Mas.... e na hora de ganhar? Se for para discutirmos um salário (preferencialmente o que nos diga respeito), sonhamos com 100% de aumento, é claro. Mente quem disser o contrário! :-) Afinal, se ganhamos hoje R$ 500,00, passaríamos a ganhar R$ 1.000,00, o que é dobro, correto? Tenho certeza de que concordamos em gênero, número e grau... até aqui.

E vamos ao ponto: você está esquecendo de que pode, sim, ganhar até mais que 100% de lucro nas roupas que produzir em casa! O seu tricô pode, e até deve, lhe dar uma lucratividade que nenhum sindicato pode negociar por você! TODAS as tricoteiras conscientes devem ter uma margem de lucro que compense a criatividade, o capricho, a competência, o conhecimento. A roupa que elas tecem, e que VOCÊ pode tecer também, tem centenas de horas de treino, outro tanto de estudo, mais um pouco de planejamento, de investimento, de criatividade. É completamente justo que esse valor seja agregado ao que elas consomem de fio. Portanto, estabelecer uma margem de lucro mínima de 100% é perfeitamente decente e justíssima.

Estamos falando de lucro, algo além do custo do fio e da produção (elásticos, botões, linhas, energia elétrica, zíperes, ombreiras, mão de obra, etc).

O tricô a máquina é uma atividade que possibilita uma margem de lucro extremamente interessante. Diriamos até que poucas atividades artesanais podem dar uma lucratividade tão significativa. Entretanto, é preciso existir a consciência da qualidade, da dedicação, do envolvimento com o mercado (conhecê-lo e adaptar-se a ele), do capricho (fazer o que realmente agrade à clientela).
Qualquer valor que represente uma margem de lucro de 100% (ou mais) do custo é altamente interessante. Empresas de renome, sólidas, importantes e famosas adorariam ter o privilégio que o seu tricô a máquina lhe permite! Essas empresas lutam para manter 10, 15% de lucro final e são vitoriosas quando o conseguem.
Você não pode esquecer que tem nas mãos uma possibilidade extraordinária de produzir lucros.

Quanta gente vive de servir cafezinhos que custam R$ 1,50 ou R$ 1,80 cada? Quanta gente vive de vender utensílios a R$ 1,99 ????? E ficamos nós a discutir se vale a pena oferecermos um produto único, exclusivo, de muito maior valor final, com uma lucratividade extremamente mais atraente?

Agora! Já! Faça suas contas! É hora de começar a preparar a sua produção, o seu melhor faturamento, uma lucratividade fantástica que 100% das pessoas gostaria de poder ter. Mãos à obra!

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A FORÇA


Fim de ano é tempo de amigos. Entre todas as amizades, a troca de cartões de Natal é um carinho, um partilhar de desejos, um momento dedicado a essa amizade.
Receber um cartão sempre nos diz da pessoa que o enviou; relembra a amizade, a saudade, o afeto. Mas pode dizer muito mais...

Recebemos, entre tantos, o seguinte cartão:


(imagem levemente reduzida, por necessidade técnica)

Poderíamos dizer que é um cartão lindo, mas simples se comparado a tantos outros cheios de brilho, efeitos de terceira dimensão, música, etc. Mas este cartão é absolutamente especial, digno do maior destaque.

Ele é uma reprodução de uma pintura feita pelo artista Juracir Batista de Oliveira; certamente um ilustre desconhecido, de quem você, a exemplo de nós, jamais ouviu falar antes. Mas atente para os detalhes desse cartão; observe a perfeição dos traços, a beleza da figura do Papai Noel com finíssimos contornos pretos. Você faria esse cartão? Saberia desenhar, pintar, exatamente assim? Ou, pelo menos, de forma semelhante? Sua habilidade manual lhe dá essa capacidade???

Pois o artista, acredite, não tem mãos. Essa imagem foi feita COM A BOCA. Juracir pintou cada detalhe, cada traço, cada sombra, cada contorno, com um pincel preso entre os dentes. Olhando novamente o cartão, veja se não ganhou outra dimensão, outra beleza, outro significado...

E quantas vezes não reclamamos nós da dificuldade em manejar um reles remalhador???? E quantas vezes não esbravejamos ante a dificuldade de adestrarmos a mão esquerda no uso leve e solto de um simples transportador de pontos??????
E quantas outras vezes não ousamos reclamar, durante a confecção de uma peça mais elaborada que nos exija maior atenção (por exemplo), em diminuições internas de pontos???????

Como somos confortáveis! Que vergonha devemos e precisamos sentir ante um homem que, sem mãos, é capaz de fazer o que nós, tendo-as, nem sempre o somos: perseverar, treinar os movimentos, estudar, usar todos os nossos sentidos na melhoria das nossas habilidades. A pintura, o tricô, a costura, o bordado, e milhares de outras atividades, precisam, exigem que dediquemos a elas tempo de aprender, treinar e treinar e treinar, testar limites, melhorar técnicas, aperfeiçoar o que achamos que sabemos.

Um "tão simples" cartão de Natal pode ser uma lição de vida, de conquista, de força. Ele pode ser, como é o caso, uma prova de que o treino, a perseverança, a determinação em conseguir, leva ao sucesso, à realização de sonhos e objetivos.

Uma tricoteira iniciante jamais pode se deixar enganar pela primeira dificuldade. O remalhador funciona perfeitamente quando se tem a determinação de domá-lo; o transportador de pontos é uma pena na mão treinada, o arremate "no lado esquerdo da sua facilidade" fica perfeito quando o cérebro foi adestrado ao movimento correto. Aprender é o segredo, treinar é a receita, praticar é a solução.

Tricô é tão arte quando a pintura: exige estudo, treino, prática, criatividade. Se você tem o privilégio de ter uma máquina de tricô, saiba que você PODE; você é completamente capaz de produzir roupas lindas, ótimas, únicas, exclusivas.

Juracir Batista de Oliveira é um artista dos pincéis e da vida; da força, da persistência, da criatividade, da técnica em pintura.
Você, se quiser, pode ser tudo isso no tricô que sabe ou que pode aprender, que deve e pode, treinar, praticar, aperfeiçoar. Decisão, conhecimento, determinação, treinamento, capricho e força é o que basta; acredite!

 

O cartão acima é entitulado "Entrega de Natal"e foi pintado por Jurandir Batista de Oliveira, artista da Associação PINTORES COM A BOCA E OS PÉS, localizada na Rua Tuim, 426 em São Paulo (capital).

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Janeiro/Fevereiro - 2009

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CRISE


Quando a TV, os jornais, e a própria internet, comentam que as bolsas sobem ou descem, que a crise atingiu esta ou aquela empresa, por um certo impulso geral todos nós pensamos melhor na hora de comprar, gastar, investir. É uma reação de medo, de preservação do que temos e, claro, que não queremos deixar de ter.
É instintiva a reação de preservação; mas, ante a possibilidade de uma crise, é preciso muito mais do que isso. É preciso pensar e avaliar até o improvável: a sobrevivência de empresas (que pode ser difícil), o emprego (que pode não existir), o salário (que pode ser menor), etc. Pensar nisso é NECESSÁRIO, sem se deixar contaminar pelo alarmismo.

As pessoas, TODAS, devem planejar alternativas, soluções, atitudes, saídas, mudanças, opções. Como se faz isso? Analisando, preparando-se para a crise, planejando, estudando. Da mesma forma que você investe na melhor educação possível para um filho, preparando assim o futuro dele, deve planejar e investir no que pode ser o seu próprio futuro. Ter uma segunda opção de trabalho; saber mais que uma atividade, ter uma renda paralela à sua principal, contar com a família numa atividade alternativa que, exercida em conjunto, pode ser uma solução ao desemprego.

Estamos falando de tricô a máquina? Estamos. Se a sua paixão for o tricô, estamos. Se a sua tendência for o tricô, estamos. Mas o mesmo vale para quem tem paixão por costura, por crochê, por bordado ou por qualquer outra atividade própria (artesanal ou não). Vale a idéia de planejar alternativas familiares próprias que possam fornecer uma renda extra (esperamos que não precise ser a única...).

No que nos diz respeito, ressaltamos que este é o momento certo para planejar seu tricô a máquina. É no tempo da bonança que devemos nos preparar para os tempos difíceis (mesmo esperando que não cheguem). Agora é o tempo para você cuidar da sua máquina, deixá-la em perfeitas condições de uso. Este é o momento para fazer ou refazer seu estoque de fios (vale até ganhar fios como presente de Natal!), esta é a época ideal para você aprender a usar a máquina (manejo) sem filas ou horários apertados, com professoras completamente disponíveis e... calmas; este é o momento certo para você aprender a produzir todo tipo de roupa, novas técnicas, novas modelagens, roupas ótimas (este é o objetivo do nosso curso de confecção; podemos, pois, ajudá-la muito nisso).

O tricô, quando bem feito, fruto da criatividade e do conhecimento, é uma excelente opção sempre. É verdade que requer tempo de aprendizado (da máquina, das matérias primas, do mercado e das técnicas de confecção), mas tem vantagens únicas (pode ser feito por uma só pessoa, não requer investimento em aluguel, transporte, energia, tem baixo investimento em equipamento, aprendizado e matérias primas, horário a escolher, etc). Além disso, pode até beneficiar mais que uma pessoa (alguém que se encarregue dos acabamentos ou das vendas, por exemplo).

Se você não é do ramo (ainda), mas acalenta o sonho de ser uma tricoteira, talvez este seja o momento perfeito para você investir a sério no seu sonho. A qualquer tempo, tudo o que gostamos de fazer, e fazemos bem, costuma ser fonte de renda, satisfação, realização pessoal e sucesso; em tempos de crise, isso pode fazer a diferença entre chegar ao destino ou naufragar no meio da tempestade.

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