HISTÓRIA

HISTÓRIA DA MÁQUINA DE TRICÔ

Atenção: adaptação de texto e imagem publicados sob autorização do autor, Mr. John Foster


A invenção e construção da primeira máquina capaz de trançar e laçar fios tem uma longa história.

Sabe-se que o trançado de fios era uma técnica já usada pelos Egípcios, na antiguidade. Haviam pessoas especializadas no entrelaçamento de fios, ainda de maneira muito rústica; mas já era um ofício, um trabalho exercido com distinção. Em outros períodos da história humana as mulheres jovens ocupavam-se em trançar fios para os nobres; nas pirâmides do Egito foram encontradas malhas produzidas por essas operárias; os Faraós usavam esses tecidos como um privilégio e, por isso, queriam-nos nos seus túmulos para, com eles, agradar aos deuses.

As primeiras malhas eram de fios trançados com a finalidade específica de serem ou meias ou adornos de pescoço; Existiram equipamentos toscos, de ossos e de madeira, que auxiliavam no entrelaçamento das fibras utilizadas. Esses equipamentos poderiam se assemelhar ao que conhecemos hoje como agulhas (de crochê e de tricô manual)

Produzir malhas foi uma atividade introduzida na Inglaterra pelos Belgas. E os ingleses logo incorporaram essa técnica como algo elegante, artístico. As malhas produzidas eram realmente artísticas; tanto que foram adotadas pela aristocracia britânica em golas e adornos de pescoço.

Na Inglaterra, a atividade foi incorporada ao cotidiano das mulheres; vários equipamentos foram desenvolvidos para facilitar esse trabalho; as jovens senhoras e todas as adolescentes passavam dias e dias a trançar fios, produzindo principalmente meias grossas, rústicas, mas que permitiam aos homens o trabalho árduo no campo, mesmo em épocas de muito frio.

Uma dessas mulheres chamava-se Mary Panton; seu mais apaixonado fã não aceitava perder a atenção de sua amada para os compromissos dela com a produção de suas malhas. Para que ela pudesse ter mais tempo livre, imaginou um equipamento que fosse rápido o suficiente para que Mary pudesse cumprir seus compromissos na produção das malhas e ainda permitisse que pudessem passar o maior tempo possível juntos.

Dessa paixão surgiu um equipamento que permitia produzir uma fila inteira de malhas no mesmo tempo em que Mary produzia, manualmente, um único ponto. Este apaixonado inventor foi William Lee e essa primeira máquina de tecer ficou pronta em 1589. Era destinada a produzir malha para MEIAS, naturalmente.

A notícia varreu a região de Calverton, onde William Lee era o curador da igreja de St. Willfreds. Os nobres da região, todos, desejavam ter uma máquina dessas. Ela revolucionou a história da produção de malhas entrelaçadas (tricô); num primeiro momento especialmente a produção de meias, na Inglaterra e em toda a Europa. A máquina trouxe muitas mudanças para a região, desenvolvimento, pessoas que migravam para evoluir na técnica da produção das meias. Casas eram projetadas para terem uma sala com luz solar adequada a que se pudesse produzir por maior número de horas. Foi graças a essa máquina que se teve notícia da primeira fábrica de malhas: uma casa de campo, com várias dessas máquinas instaladas, contava com o trabalho de todos da redondeza: os homens manuseavam as máquinas e as mulheres cuidavam de enrolar as bobinas com fios e de fazer o acabamento (emenda e costuras) das meias.

Em Calverton ainda existem algumas casas que guardam os traços dessa época: casarios enormes com os locais típicos onde eram instaladas as máquinas de tecer meias. Um bom exemplo disso é a região de Windles.

Se William Lee ganhou o coração de Mary Panton, não se sabe. Sabe-se apenas que o inventor da máquina de tecer morreu na França, pobre e sem qualquer reconhecimento pela criação que revolucionou a indústria têxtil da Inglaterra e deu origem à criação de várias outras máquinas semelhantes, para a produção de outros tipos de malha. Hoje há uma casa de campo, no distrito de Calverton, dedicada a William Lee: nela foi restaurada a sala onde esteve instalada a máquina de tecer meias.

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